
Este Boletim é enviado a todos os signatários do nosso Manifesto. Mas envios em tão grande número custam caro!
– Você o recebeu de fato?
– Não deixe de o dizer à ZELIA (whatsapp +55 11 92141-7073: NN4, SIM).
Pulamos de novo um mês de “Boletim mensal”? Na verdade, em plena campanha eleitoral, com todo o trabalho que exige e os solavancos que acontecem, é difícil cumprir prazos.
Mas nos meses vindouros, alargaremos sua periodicidade para evitar períodos de silêncio que acabam por nos fazer perder o embalo, necessário numa luta difícil como a nossa, e nos afastar uns dos outros.
E poderemos até conseguir que este boletim se torne tarefa de uma equipe. Ainda mais contando com a existência de um Instituto Pró-Legislativo Amigos do Povo, já à beira de ser criado. Ou melhor dizendo, Pró-maiorias amigas do povo nos Legislativos…
O que já nos joga numa consulta a lhes fazer antes de sua criação, que deverá acontecer no mais breve prazo possível para logo termos um CNPJ, que nos permitirá ter um Pix amigável para receber doações. Elas terão que assegurar que o Instituto realmente cumpra sua função de dar continuidade à campanha Por um Brasil sem compra de votos nos anos sem eleições, como será 2027, e de ajudar na preparação do novo Mutirão das eleições municipais de 2028 – em que será mais intensa a compra de votos.
A consulta é sobre o nome do Instituto. Haveria outro melhor? Mexam em suas células criativas e mandem sugestões na lista Orientação Geral, para que todos possam ler e opinar.
LEIAM E DIVULGUEM.
Várias outras notícias virão no próximo.
1 – Ação junto a idosos (um milhão)
Muitos deixam de votar porque tem dificuldade de se locomover até os locais de votação. E podem estar agora com muita vontade de votar frente ao risco que surgiu após o triste espetáculo dos desentendimentos no STF (provocado com má intenção pelo Ministro “terrivelmente evangélico”?).
De fato, a ajuda à locomoção dos idosos é a mais fácil ação e talvez aquela que melhor garanta (eles são um milhão) que não seja tristemente eleito alguém que, segundo o editorial do Estadão de 12/09/2026, “não está qualificado para governar o Brasil”.
Seria bom que essa ação mobilizasse muitas “cabeças brancas” com mobilidade (ajuda “de idoso a colega idoso”), apoiadas em quem disponha de carro. Temos duas semanas para agir: identificar idosos nessas condições (podemos encontrá-los em nossas próprias famílias, de vizinhos e de amigos), informá-los da ajuda oferecida, combinar horários e no dia 4 de outubro executar o planejado. Mãos à obra? Começando hoje mesmo?
2 – Ação junto a indecisos (são ainda muitos, segundo as pesquisas)
Para este tipo de ação chegou a hora das banquinhas por toda parte! Em todos os pontos movimentados de nossas cidades e em horas adequadas e seguras. Tantos dias quanto possível.
Elas são uma forma simpática de conversar com eleitores indecisos – seus votos podem fazer a diferença – ou querem saber ou entender o que realmente se passa. Informar, explicar, esclarecer. Levemos impressos e cartazes, sem gritar slogans ou palavras militantes, nem alto falantes que afastam as pessoas.
As banquinhas são também um bom momento para usar nossas camisetas e as bandanas “Não vendo meu voto”. A fabricante tem em estoque já pago 10 camisetas e 165 bandanas. Pedir a ela (Isabel: (11) 98639-7433) mandando seu endereço e a quantidade. Ela informará quando esgotado o estoque. Dado o limite de tempo, poderá fazer somente novas camisetas, a 33 cada + Sedex (dando-lhe o endereço para ter esse valor) tudo pago diretamente a ela (pix 021.863.178-26.
Para esta ação será muito útil imprimir, para deixar cópia com quem vier, o editorial do Estadão de 12/09/26, que conclui dizendo que Flavio Bolsonaro não é uma pessoa qualificada para “governar o Brasil”.
https://www.estadao.com.br/opiniao/flavio-e-um-candidato-sob-suspeita/ (link para assinantes)
Obviamente, será essencial insistir na informação de que o voto para o Legislativo (senadores e deputados) é tão importante (ou talvez mais importante) que o voto para o Executivo; porque é do Legislativo que saem as Leis que estão “acima de tudo” num Estado Democrático de Direito.
E que, nesta perspectiva, deve-se votar somente em candidatos que assinaram o compromisso “Não compro voto” . “Comprador de voto” é sinônimo de “inimigo do povo”. Em tempo: muitos “candidatos amigos do povo” ainda não assinaram o compromisso (https://ocandeeiro.org/selo-nao-compro-voto/). Que logo o façam.
Mas atenção, cuidado com a segurança. Nunca montar banquinha sozinha(o). Sempre no mínimo três pessoas. Ajudarão a animar a conversa e se protegerão mutuamente. Especialmente se forem cabeças brancas, com a tranquilidade de quem já viu e viveu muita coisa complicada na vida.
3 – Ação junto aos indignados com a desfaçatez dos “inimigos do povo” que pretendem ser reeleitos
Neste tipo de ação, o que temos que fazer é divulgar ao máximo (também nas banquinhas) um instrumento de pesquisa elaborado pela Campanha Por um Brasil sem Compra de votos: o placar do Congresso. Ele nos diz como votaram os deputados federais. (https://ocandeeiro.org/placar-do-congresso) em sete projetos emblemáticos.
Muitos dos atuais parlamentares federais vão concorrer à sua reeleição. Cabe a pergunta: Merecem voltar? Não desperdicemos o poder que temos, segundo a Constituição, de escolher nossos representantes no Legislativo.
4 – Ação frente aos “compradores de votos” (sinônimo de “inimigo do povo”)
Esta é a ação mais diretamente ligada ao objetivo da campanha “Por um Brasil sem compra de votos”, ao se apoiar. Ela consiste em aplicar as leis 9840/99 e da Ficha Limpa – ambas de iniciativa popular – para afastar fisicamente do Legislativo que o está destruindo e com isso a própria democracia.
A compra de votos – e o complemento que induz, de venda de seu voto pelos mais carentes e desavisados – ambos tipificados como crimes, distorce totalmente a representatividade do Legislativo, único Poder que elegemos integralmente, além da escolha da chefia do Poder Executivo e seu eventual substituto.
Mas os instrumentos criados para impedir que o Legislativo seja invadido por espertalhões – e agora também pelo crime organizado – denunciando à Justiça Eleitoral, com provas, os casos de compra e sequestro de votos – já se mostraram eficazes, depois de 146 anos de quase total impunidade: de 1999 até 2025 mais de 8.000 mal-intencionados perderam seus registros de candidatos, seus mandatos e sua elegibilidade por oito anos.
Nosso esforço com o objetivo de salvar nosso legislativo, e com ele nossa democracia, exigirá ainda uma ação contínua de educação política de longa duração, na medida em que a prática da compra e venda de votos foi “naturalizada” na cultura política brasileira.
Isso portanto é tema para depois desta e das próximas eleições. Por ora e dentro dos objetivos deste texto, é preciso chamar a atenção para o fato de que a ação contra a compra de votos é a mais trabalhosa e a mais perigosa das 4 aqui tratadas, e entrará no ano de 2027 adentro.
Para ela vale gritar várias vezes a norma: Nunca fazer denúncias sozinho(a).
Mas para dizer como fazer, passemos a palavra a Luciano Caparroz dos Santos, advogado eleitoral e diretor do MMCE – Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, criado depois de aprovada a lei 0940/99.
