Selo para erradicação da Compra de Votos foi lançado em São Paulo e segue em Campanha Brasil afora
São Paulo, 20 de julho de 2026 – O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, foi palco do lançamento do SELO NÃO COMPRO VOTOS, durante Coletiva de Imprensa com a presença de movimentos sociais, na última quinta-feira, dia 16 de julho. A data marca a sedimentação da Campanha por um Brasil sem compra de votos, iniciada com um Manifesto que já recebeu mil assinaturas, recolhidas desde 2025 e contando, também, com a participação e apoio de coletivos espalhados pelo país, somando 14 estados envolvidos.
A Coletiva contou com a participação de ativistas e lideranças como Regina Estima (Coletivo Paulo Freire), Antônio Funari (Comissão Justiça e Paz /SP), Luciano Caparroz (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – MCCE), Chico Whitaker (O Candeeiro), Fred Ghedini (Movimento G-68 e Rede D), Guto Camargo (ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas, Revista Pirralha, que criou o SELO), Instituto de Fiscalização e Controle, Instituto Potiguar de Direitos Humanos e de vários jornalistas. As falas, em apoio ao lançamento do SELO, demonstraram que a Campanha Por um Brasil sem Compra de votos trilhou um caminho educativo e de significativo engajamento.
O Selo será distribuído a partir da Assinatura da Carta compromisso, que será apresentada aos Candidatos às eleições de 2026. Nesse sentido, após as Convenções Partidárias e a indicação dos candidatos, os ativistas e lideranças envolvidos pretendem buscar entre os candidatos aqueles que se comprometerão com a iniciativa, que busca mudar o cenário político do Brasil, elegendo um Congresso amigo do povo.
Ao assinar a Carta compromisso – parte essencial do SELO – candidatos e candidatas vão declarar que não compram votos e passam a fazer parte da Campanha, ajudando a divulgá-la e ampliando seu alcance. A intenção é sensibilizar o maior número possível de candidatos e candidatas.
“Nossa Campanha é para criar um Tsunami Cívico no Brasil. Não é possível que continuemos, após 169 anos, com a compra de votos impune, sendo que com a Lei no 9840 de 1999 e a Lei da Ficha Limpa, de 2010, ambas de Inciativa Popular, foram criadas condições para que a Justiça Eleitoral atue mais eficazmente, porque é a compra de votos que determina a má qualidade dos nossos parlamentos. Muitos políticos são eleitos sem compromisso com o povo, são inimigos do povo, porque conseguem ser parlamentares comprando votos. O país já tem instrumentos para não permitir que isso aconteça. Pretendemos que todas as pessoas, eleitores e candidatos, sejam uma placa tectônica que muda essas práticas criminosas”, declara Chico Whitaker.
Quando a Campanha por um Brasil sem compra de votos foi iniciada, como uma iniciativa da cidadania brasileira, seu propósito era de criar consciência digna e bem-informada à nossa gente, esclarecendo que além de reeleger o Presidente é preciso eleger políticos progressistas e ter um Congresso Nacional livre do clientelismo, das fake news e da corrupção. Também é urgente combater o poder corrosivo das emendas parlamentares. Um dos slogans mais importantes da Campanha, que pretende ampliar lideranças em todo o país é: Voto não tem preço, tem consequências!
Os próximos passos serão: criar oportunidades de debater sobre o tema em veículos de imprensa, organizar debates/entrevistas com candidatos junto a entidades civis e a coletivos, ampliando nossa atuação para todos os estados do país. Sempre perguntando aos candidatos quem assina o compromisso para receber o selo.
Além desse Compromisso, o Manifesto da Campanha continua recebendo adesões de pessoas físicas ou entidades, para ampliar sempre mais seu alcance, e disponibiliza o Decálogo para salvar nossa Democracia e o vídeo na íntegra do lançamento do SELO.
Acesso nos links abaixo:
📌SELO
